Capello chamado ao Parlamento russo para prestar contas
Fabio Capello vai ser ouvido no Parlamento russo para dar explicações sobre a má campanha da selecção russa, mas é improvável que venha a ser demitido, de acordo com a imprensa local.

O seleccionador foi notificado para comparecer junto da Comissão de Desportos da Duma (a câmara baixa do Parlamento russo), de acordo com o Moscow Times, que cita o site de informação lenta.ru. Os deputados querem ouvir as justificações de Capello para a eliminação precoce no Campeonato do Mundo e quais são os planos para os próximos quatro anos – em 2018 a Rússia acolhe a competição.

A Rússia foi afastada do Mundial 2014 na fase de grupos sem conseguir qualquer vitória nos três jogos que disputou. Dois empates, com a Coreia do Sul e a Argélia, e uma derrota com a Bélgica ditaram a saída da equipa russa, que não estava presente numa fase final desde 2002.

“A actual equipa da Rússia é uma das mais fracas nos últimos 15, 20 anos”, disse o presidente da Comissão de Desportos da Duma, Igor Anansikh, em declarações à R-Sport.

Para além da má forma desportiva, as condições contratuais de Capello também têm sido alvo de contestação. Esta semana, um deputado russo chamou “ladrão” ao técnico italiano e outro afirmou que Capello deveria devolver metade do salário que recebe.

Em Janeiro, Capello renovou contrato com a federação russa até 2018, tornando-se, de acordo com a revista Forbes, no seleccionador mais bem pago no Mundial, com um salário anual de 8,2 milhões de euros.

Despedir Fabio Capello poderia, no entanto, acarretar uma despesa demasiado pesada para os cofres da federação. Segundo a agência ITAR-TASS, a quebra do contrato do treinador transalpino teria de ser compensada com uma indemnização superior a 18 milhões de euros.

A saída também não é um cenário desejado pelo treinador. Logo após a eliminação, Capello garantiu estar disposto a continuar, mas lembrou que a decisão cabe à federação.

No balanço do seu percurso de dois anos à frente da selecção russa, Capello considerou que fez “um bom trabalho”, nomeadamente por ter conseguido a qualificação directa – num grupo em que a selecção portuguesa também esteve presente.


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