Curando o cancro como se fosse uma simples gripe
Nick Wilkins foi diagnosticado com leucemia quando tinha 4 anos de idade, e quando o cancro continuava sempre a voltar, indiferente a todos os diferentes tratamentos que os médicos tentavam, o seu pai sentou-se com ele para uma conversa.

John Wilkins explicou a Nick, então com 14 anos, que os médicos tinham tentado quimioterapia, radioterapia e até mesmo um transplante de medula óssea da sua irmã. "Expliquei-lhe que estávamos ficando sem opções", lembra Wilkins.

Havia, no entanto, um possível tratamento que podíamos tentar: uma terapia experimental na Universidade da Pensilvânia, EUA. Perguntou então ao filho se ele entendia o que significaria se este tratamento não funcionasse.

"Ele percebeu que podia morrer", diz Wilkins.

Alguns meses mais tarde, Nick viajou da Virgínia para Filadélfia para se tornar parte da experiência. Esta nova terapia seria decididamente diferente dos tratamentos que tinha recebido até então: em vez de atacar o cancro com venenos como a quimioterapia ou a radioterapia, os médicos em Filadélfia ensinaram as próprias células do sistema imunológico de Nick a tornar-se mais hábeis em matar o cancro.

Dois meses depois, estava livre do cancro. Já se passaram seis meses desde que Nick, agora com 15 anos, recebeu a terapia celular personalizada, e os médicos ainda não conseguem encontrar nenhum vestígio de leucemia no seu sistema.

Vinte e um outros jovens também receberam o mesmo tratamento, e 18 deles, como Nick , entraram em remissão completa - um deles já está livre da doença há 20 meses.

"Isto dá-nos muita esperança de que esta é a cura", diz o pai de Nick. "Eles estão muito perto. Acho que eles estão mesmo muito perto."


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