Descobriu que tinha cancro e matou a mulher para não a deixar para outros
Manuel Sousa, de 70 anos, estava gravemente doente. Na terça-feira, esteve no hospital onde lhe foi diagnosticado um cancro nos intestinos. Recusou realizar os tratamentos, que podiam adiar um desfecho trágico, e voltou no dia seguinte para a casa onde vivia em Pidre, Mancelos, Amarante. Ontem, pelas 04h00, assassinou, à facada, a mulher Maria Leonor Sousa, de 68 anos, enquanto dormia e enforcou-se. O homicida terá decidido pôr termo ao seu sofrimento e os ciúmes terão levado a que não quisesse deixar a mulher sozinha. Maria é a quarta vítima assassinada este ano pelo companheiro em Portugal. O rosto das mulheres mortas em família "O meu pai soube que estava doente, mas disse logo que não queria ser operado.

Ele não queria sofrer. Nunca imaginei que fizesse isto à minha mãe", contou Manuela Sousa, filha do casal, bastante chocada. Manuel saiu na quarta-feira do hospital de Penafiel depois de assinar um termo de responsabilidade. Planeou o crime durante a tarde. "Ele foi carregar o telemóvel e pediu a vizinhos o número da GNR. Já devia ter tudo pensado", explicou a filha. Maria Leonor Sousa foi atacada enquanto dormia. O marido desferiu-lhe primeiro um golpe na cabeça com um pau. Depois esfaqueou-a no pescoço. O homicida pegou de seguida numa corda e dirigiu-se a uma pequena arrecadação onde se enforcou. "Ele sempre teve muitos ciúmes da mulher. Decidiu suicidar-se e não devia querer que ela ficasse aqui sozinha sem ele.

A Maria também teve um cancro há uns anos, mas foi tratada", disse Adelaide Caetano, amiga do casal. Ao que o CM apurou, não existiam antecedentes de maus-tratos entre o casal. Os bombeiros de Vila Meã transportaram os cadáveres de vítima e homicida. A Polícia Judiciária do Porto também foi ao local.


Quem votou nesta notícia



Recomendado para si
Gostou desta notícia?