Gestores responsáveis pelas Swaps recusam demitir-se
A notícia caiu como uma bomba na sexta- -feira. O governo ia demitir os gestores de seis empresas públicas com contratos swap considerados especulativos, isto é, tóxicos, mas a bomba rapidamente se revelou um tiro de pólvora seca. Por duas razões. Os gestores não aceitaram o convite para se demitir e o governo não tem poder para os afastar sem justa causa. E como do ponto de vista legal está longe de se saber quem é o responsável por actos de gestão negligentes, a batata quente está nas mãos do governo. Isto no dia em que a comissão de inquérito parlamentar arrancou, com o PS a excluir os ministros da primeira ronda de audiências.

São seis as empresas públicas envolvidas neste processo - Metro de Lisboa, Metro do Porto, Carris, STCP, CP e EGREP. Os gestores da Transtejo foram poupados porque os seus contratos swap não foram considerados tóxicos. As perdas potenciais do Metro de Lisboa foram calculadas em 1131,4 milhões, as do Metro do Porto em 832,6 milhões, as da EGREP em 174,5 milhões, as da CP em 140,6 milhões, as da Carris em 116,5 milhões e as dos STCP em 107,2 milhões.


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