Governo ordena à CGD que liberte mil milhões para promover a economia
O documento aprovado no Conselho de Ministros extraordinário é um "verdadeiro memorando do crescimento e do emprego", disse o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, ao apresentar o documento.

O ministro disse que o documento é uma "proposta aberta" a discutir com a oposição e com os parceiros sociais, querendo o Governo "envolver toda a sociedade" na sua discussão.

Segundo Álvaro Santos Pereira, que falava no final da reunião de oito horas do Conselho de Ministros, o plano visa "principalmente dar instrumentos" aos empresários para "criarem bons negócios". À Caixa Geral de Depósitos serão dadas ordens para libertarem já mil milhões de euros para crédito ao investimento e 2,5 mil milhões no ano que vem.

Simultaneamente, o Governo criará "uma instituição financeira de desenvolvimento", uma "instituição grossista, sem balcões", que complementará a atuação do banco do Estado.

A curto prazo, será criada uma linha de crédito "PME exportações", dirigida às pequenas e médias empresas, que terá 500 mil milhões já este semestre, segundo Santos Pereira, podendo crescer "até mil milhões de euros".

O ministro da Economia adotou também já o novo discurso do Executivo insistindo na necessidade do "diálogo social e político" e dizendo esperar "o contributo dos parceiros e partidos para melhorar ainda mais" o documento.


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