Mata a mulher e simula acidente do qual sai apenas com arranhões
A Polícia Judiciária (PJ) da Guarda deteve esta quinta-feira o marido da advogada que morreu num alegado acidente de viação. As suspeitas de um despiste simulado, a posição do corpo da vítima mortal, a falta de lesões do homem e o iminente divórcio do casal levaram as autoridades a crer que o marido tinha planeado a morte da mulher, conta o Jornal de Notícias (JN). Desde que chegaram ao local onde o carro se encontrava, numa ravina junto à estrada, que os bombeiros e o Núcleo de Investigação Criminal da GNR desconfiaram do cenário que encontraram.

Na via não existiam sinais de travagem do carro, a viatura encontrava-se quase intacta, a mulher, já morta, estava a alguns metros da viatura e com graves lesões e o marido, que a acompanhava, apenas com alguns arranhões.

Segundo o Jornal de Notícias (JN), a falta de coerência entre estes factos fez com que as autoridades suspeitassem, desde o primeiro momento, que o marido de Ana Rita estivesse envolvido neste acidente. A tese ganhou mais força quando descobriram que a advogada, que deixa duas filhas menores, estava a preparar o divórcio de Rui Antunes e que este já a tinha ameaçado.

A hipótese de se ter tratado de um homicídio e simulação de acidente ficou mais credível com os resultados da autópsia feita ao corpo da advogada, que há dois anos vivia com a família em Seia. De acordo com as informações recolhidas pelo JN, Ana Rita apresentava sinais de asfixia e um golpe na cabeça, possivelmente provocado por uma pedra.

Numa primeira declaração às autoridades, Rui Antunes terá dito que a esposa se tinha atirado de uma ravina com o carro em andamento e que o ferimento fatal, o golpe na cabeça, era resultado da queda. Apesar desta declaração, a PJ da Guarda acabou por detê-lo ontem, sendo hoje possível que vá a tribunal para o primeiro interrogatório judicial, curiosamente no mesmo dia em que se realiza o funeral da advogada.


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