Milhares já assinaram petição da Deco contra as comissões bancárias
Milhares de pessoas já assinaram a petição hoje lançada pela Deco, com a qual a associação de defesa do consumidor pretende extinguir as comissões bancárias ou outros encargos de manutenção nas contas à ordem.

Na petição, que poderá ser assinada em www.deco.proteste.pt/conta-sem-custos , a Deco afirma que as despesas de manutenção das contas à ordem, que "aumentaram 41%, em média, desde 2007" são "cobrança abusiva, uma vez que não tem nenhum serviço associado".

Para um saldo de 250 euros, os bancos estão atualmente a cobrar uma comissão média anual de 59,38 euros contra 42,18 euros em 2007, informa a Deco.

Acresce que, "os consumidores mais penalizados são, precisamente, aqueles que menos recursos têm, pagando, em média, até cinco vezes mais que os consumidores com património elevado", disse ao Expresso Joaquim Rodrigues da Silva, da Deco.

Pelas contas da associação, um saldo médio de 3500 euros está a pagar, em média, 12,62 euros de despesas por ano enquanto um saldo médio de apenas 500 euros tem de pagar 59,38 euros.

Esta associação identificou mesmo algumas situações de desempregados que, a partir do momento em que perderam o emprego e deixaram de receber ordenado, tiveram de começar a suportar encargos com a manutenção das suas contas.

No entender da Deco, a manutenção da uma conta à ordem não é um serviço em si, mas, antes, o suporte que permite o desenvolvimento das demais relações, estas sim sob a forma de serviços, que se estabelecem entre o cliente bancário e a instituição de crédito", pode ler-se na petição.

Segundo Joaquim Rodrigues da Silva, estas despesas "distorcem os critérios de escolha dos bancos por parte dos consumidores". E explica porquê: "As pessoas escolhem um banco por causa de um crédito à habitação, que tem uma taxa anual efetiva, que as satisfaz e depois, ao longo do tempo são surpreendidas com o aumento sistemático das comissões associadas a esse crédito."

Logo que reúna, pelo menos 4000 assinaturas, a petição será enviada ao Parlamento que deverá debater a eliminação das comissões nas contas à ordem.

"Não vamos deixar este assunto cair", promete Joaquim Rodrigues da Silva.



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