Morre entalado no elevador do hotel
Gestores da unidade hoteleira não colocaram portas automáticas. Por Ana Sofia Coelho A não colocação de portas automáticas no elevador de serviço do Gaia Hotel onde um jovem estagiário, de 15 anos, morreu entalado a 27 de maio de 2010, esteve na origem do acidente mortal. Tudo porque a empresa que administrava, na altura, o hotel nunca aceitou os orçamentos para colocar essas portas. O diretor da empresa está acusado de violação de regras de segurança. O julgamento começa em maio.

A teoria de que Ruben Costa não teria ficado preso entre a porta do ascensor e o contentor do lixo que transportava se o elevador tivesse portas automáticas já está consolidada pelo Ministério Público (MP). Já constava na primeira acusação em que o arguido era o sócio-gerente do hotel, José Domingues. E consta também no novo inquérito do MP – aberto por decisão do tribunal – no qual está agora acusado o diretor, Rogério Ribeiro. A nova investigação revela que a falha se devia a uma escolha financeira. De acordo com este segundo inquérito, consultado pelo jornal CM, os peritos garantem que o elevador tinha obrigatoriamente de ter portas automáticas.

Rogério Ribeiro justificou que "se ordenasse o encerramento dos elevadores, o hotel fechava, porque não tinham onde transportar pessoas, lixos e roupas" Diz ainda que não sabia porque é que o estagiário levava sozinho o contentor, quem lhe pediu para o fazer, nem porque é que não estavam colados no elevador os avisos de perigo sobre o transporte de cargas no ascensor sem portas automáticas. O julgamento no qual só o sócio-gerente era arguido teve uma sessão em outubro. Os processos serão julgados juntos.


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