Onze futebolistas em 50 assaltos
A ilusão de atingirem carreiras em clubes profissionais portugueses fez com que oito jovens futebolistas rumassem da Guiné ao nosso país. Poucos atingiram o sonho; uma exceção é Samba Seidi, 19 anos, ao serviço da Naval 1º de Maio, da Figueira da Foz. Até à manhã de ontem - a PSP foi buscá-lo ao treino. Está preso, com os sete compatriotas e outros três portugueses, entre 18 e 27 anos, por mais de 50 roubos violentos nas ruas de Lisboa.

Seidi tinha clube, mas partilhava com os outros assaltantes as condições precárias - a Naval tem os ordenados em atraso. E os seus compatriotas estavam, tirando dois, colocados no Coruchense e Benaventense, à experiência em clubes de Lisboa.

A vaga de roubos dos últimos meses foi travada ontem pela Divisão de Investigação Criminal da PSP de Lisboa, através da 3ª Esquadra, sob coordenação da Unidade Especial de Combate ao Crime Violento do DIAP.

Os 11 atletas, entre eles três irmãos, roubavam ouro e artigos de valor que vendessem rapidamente - obtinham assim dinheiro para se sustentarem. O gang atacava em grupos de dois ou três elementos e sujeitava as vítimas a momentos de terror. Surpreendidas nos prédios onde viviam ou nas lojas de que eram proprietárias, as vítimas eram asfixiadas pelos assaltantes, que lhes apertavam o o pescoço para lhes arrancarem fios de ouro. Se resistissem, eram atiradas ao chão e agredidas.


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