Passos Coelho foi denunciado pelo Vasco
O Diário de Notícias publicou o despacho na sua edição online e identificou um curioso aspeto do caso Tecnoforma: a denúncia que envolve Passos Coelho foi assinada por um “Vasco”. A leitura do despacho da Procuradoria-Geral da República (PGR) permite-nos ficar a conhecer o nome com que o autor da denúncia anónima assinou o seu texto: simplesmente “Vasco”.

Em causa está a denúncia que despoletou as dúvidas que têm ‘cercado’ Passos Coelho por estes e que hoje mesmo concentraram boa parte do tempo do debate quinzenal, na Assembleia da Republica, onde o Primeiro-ministro esteve presente.

Respondendo aos deputados da oposição, Passos Coelho negou que alguma vez tenha recebido remunerações da Tecnoforma ou do Centro Português para a Cooperação (CPPC), afirmando que apenas teve direito a despesas de representação. Na denúncia, o Vasco acusava Passos Coelho de ter recebido mensalmente, numa altura em que era deputado em regime de exclusividade, “mil contos” (cerca de cinco mil euros), mensalmente.

No despacho, que o Diário de Notícias publica, pode também ler-se o pedido do Vasco para que se proceda “à identificação das respetivas movimentações financeiras das referidas contas bancárias e do cruzamento desses dados com relatórios e contas da Tecnoforma e do próprio CPPC”.

A PGR, no entanto, não poderia proceder a uma investigação, que levantasse o sigilo bancário. Ainda consultou os registos da Tecnoforma mas o final do despacho é claro. O processo está extinto, por prescrição.


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