Prostituta leva chefe da PSP a roubar
Liderou operação de combate ao tráfico. De regresso à esquadra, desviou do cofre 4000 euros apreendidos.

Shotguns, fatos especiais e blindados na rua. Nem as televisões faltaram em directo para a mediática operação do último dia 1, a abrir os telejornais das 20h00. A PSP montara cerco ao bairro do Casal da Mira, Amadora, com 15 buscas a casas, sete traficantes presos - e droga, armas e 4125 euros apreendidos.

A equipa recolheu à esquadra - onde um chefe da PSP, responsável da investigação, desviou todo aquele dinheiro.

O crime de peculato, pela apropriação de dinheiro do Estado, foi nos últimos dias descoberto no seio da Esquadra de Investigação Criminal da PSP da Amadora. A situação foi prontamente esclarecida e resolvida pelo subintendente Luís Pebre, comandante, e pelo subcomissário Anjos. O chefe foi confrontado e já confessou tudo.

Considerado por colegas, superiores e magistrados um excelente profissional, com resultados no combate a roubos e mais recentemente ao tráfico de droga, o chefe da PSP, com cerca de 35 anos, divorciou-se recentemente. E envolveu-se emocionalmente com uma mulher que ajudou a tirar de um bar de alterne. Para os colegas, que ficaram chocados, há uma explicação, já esclarecida pelo próprio. O chefe, em dificuldades financeiras, caiu na tentação do crime para sustentar a vida a dois depois de ter tirado uma imigrante da prostituição.


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