Sócrates pedia
José Sócrates e Carlos Santos Silva usavam uma linguagem cifrada nas conversas telefónicas quando o assunto era dinheiro… ou “fotocópias”, isto de acordo com declarações do procurador responsável pelo caso, Rosário Teixeira, constantes num documento a que o Diário de Notícias teve acesso. Tanto José Sócrates como Carlos Santos Silva alegam que os milhões que circularam nos últimos anos entre as contas de ambos tratavam-se, apenas, de empréstimos pessoais. Mas a verdade é que os dois arguidos usavam uma linguagem cifrada nas conversas telefónicas quando o assunto era dinheiro.

As afirmações são do procurador do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIP), Rosário Teixeira, e constam num documento a que o Diário de Notícias (DN) teve acesso. Rosário Teixeira revela que, através das escutas e investigações feitas é possível perceber que tanto o ex-primeiro-ministro como o seu amigo usavam uma linguagem código para falar do dinheiro que agora é investigado.

Sem adiantar grandes pormenores, Rosário Teixeira dá o exemplo do termo “fotocópia”, usado para substituir a palavra “dinheiro”. E, para o procurador, a tese de empréstimos pessoais volta, assim, a perder força, principalmente devido à forma encapotada como o dinheiro circulava e era transportado pelo motorista de José Sócrates, João Perna (que se encontra em prisão domiciliária).

Estas declarações de Rosário Teixeira constam na resposta dada aos recursos de Sócrates e Santos Silva e foram desvalorizadas pelo advogado de Sócrates, João Araújo, que foi contactado pelo jornal.


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