Vale e Azevedo pode vir a ter que limpar a estátua de Eusébio durante 60 dias, todos os dias
João Vale e Azevedo arrisca ter de limpar a estátua de Eusébio e o relvado do Estádio da Luz durante 60 dias. Em causa está um novo pedido de indemnização cível do empresário Pedro Dantas da Cunha, a quem o ex-presidente do Benfica deve cerca de 29 milhões de euros em indemnizações, relativas a processos em que foi considerado culpado por burla e falsificação de documentos.

Como Vale e Azevedo nunca pagou ao empresário, apesar das condenações dos tribunais, Dantas da Cunha decidiu agora pedir ao ex-presidente do Benfica o pagamento de 250 euros, uma pequena parte dos mais de 300 mil euros gastos em processos e custas judiciais. Vale, porém, tem alegado sempre não ter bens em seu nome, escapando a pagar o que deve a Dantas da Cunha. Agora, o empresário pede à Justiça que, caso a verba não seja paga, Vale e Azevedo seja "condenado em substituição e de forma subsidiária, numa indemnização consistente na obrigatoriedade de, durante 60 dias, limpar diariamente a estátua do jogador Eusébio da Silva Ferreira, existente no Estádio da Luz, e limpar a relva do mesmo Estádio da Luz, desde que o Sport Lisboa e Benfica autorize".

António Pragal Colaço, advogado do empresário, explica ao CM que interpôs um pedido de indemnização simbólico para "conseguir alguma condenação que seja", porque há muitos anos que espera que Vale pague as indemnizações e sempre que mete um processo em tribunal só tem despesas com custas judicias. "E mais não digo porque estou farto, fartinho de Portugal até aos cabelos", conclui o advogado de Dantas da Cunha, que foi burlado pelo ex-presidente do Benfica com a venda de um prédio seu no Areeiro, em Lisboa. No âmbito deste processo, Vale foi condenado, em 2006, a sete anos e meio de prisão. Foi a terceira condenação depois dos casos de Ovchinnikov e da Euroárea.


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